jueves, 29 de diciembre de 2011

¡faisca!


As agulhas do relógio deixaram de estar ausentes.
Esquecida na letargia lembrança, acúmulo de pó talvez;
Como se de uma máquina, mau ensamblada, me tratasse;
Rompeu o azar a monotonia de minha passageira realidade;
Eclodindo ese ovo duro que é meu coração...
fez chispas que puseram em marcha todo o meu engranagem;
Abri os olhos coa primeira faisca e comecei de novo a ver.
¡Faisca! Levantei primeiro uma perna, depois a outra também.
¡Faisca! Erguinme pousado e comecei a andar outra vez.
Meu corpo de títere cansado, restaurou o equilíbrio aquele;
que tão sentido e ausente, estava nun caixote de mel.

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