jueves, 26 de abril de 2012


Tornaste-te diáfana por esses dias, José Rui Teixeira


Tornaste-te diáfana por esses dias,
incendiavas a realidade só de olhá-la
com força e eu assistia redimido à multiplicação
de pães e peixes no silêncio circunscrito
do teu corpo. Sustinha a respiração
sobre as espáduas e o meu pensamento
era uma língua de fogo. Os espelhos
sobrepostos na margen do grande rio,
a omissão do teu nome como uma máscara
ou a antecámara de um sepulcro vazio.

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